O amor é o sorriso-sorriso de todas as coisas;
início e fim das caminhadas
Um fio de distância escorrido no rosto
secado por gosto
e pálpebra fechada
Mas que a lembrança - parceira do tempo -
trança nas bordas do lado de dentro
da minha alma acesa
Um barulho que ecoa na funda luz
É uma gota de tinta:
colore, conduz,
não deixa despesa
Lágrima contida
nascida
do sorrir dos olhos
A fumaça-lembrança
que de longe alcança
a fenda do teu colo
É o grito-saudade
expelido com vontade
bem dos antros da garganta
Agudo, ferino, cantante
E que canta!
Não fossem as formas disformas
Dos ângulos da mente...
Não há abraço existente
Como o que não recebo agora.
sábado, 8 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Hoje à noite a minh'alma viajou para outro canto, onde queria estar. Eu estou certo, Espírito Maior, que ela não está aqui comigo. O eu-etéreo voou pelo céu quente e cheio de nuvens e foi pousar onde o meu eu-corpo, o meu eu-carne não pôde estar. Permaneço sem alma, então, neste retiro espiritual. A evolução vem de dentro, mas a energia que me dá força é totalmente externa; a minha alma foi buscar.
Proteção!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Copo.
A despedida,
nossos tão corpos são
tão cheios copos, não?
Ô, não esvazia o meu na ida, pois
não saberia eu que um dia
imporia ao teu sorriso brando
olhos-copos transbordando.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Carta.
Aracaju,
Ainda falta pouco mais de mês
— Um mês! —
Preu te deixar de vez
E não houve outro jeito
a não ser soterrar
esse buraco no meu peito:
Vou reaprender a chorar
(não seria justo regar com meu pranto
o solo de outro canto).
Os dias são trinta e nove
e o tempo agora não se move!
Olho arde, irritado:
Não é justo ficar piscando
quando o tempo tiver passado.
Ainda falta pouco mais de mês
— Um mês! —
Preu te deixar de vez
E não houve outro jeito
a não ser soterrar
esse buraco no meu peito:
Vou reaprender a chorar
(não seria justo regar com meu pranto
o solo de outro canto).
Os dias são trinta e nove
e o tempo agora não se move!
Olho arde, irritado:
Não é justo ficar piscando
quando o tempo tiver passado.
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