O corpo é feito de voltas
O teu é reviravolta
O meu, revolta
Por favor, volta
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Hoje à noite a minh'alma viajou para outro canto, onde queria estar. Eu estou certo, Espírito Maior, que ela não está aqui comigo. O eu-etéreo voou pelo céu quente e cheio de nuvens e foi pousar onde o meu eu-corpo, o meu eu-carne não pôde estar. Permaneço sem alma, então, neste retiro espiritual. A evolução vem de dentro, mas a energia que me dá força é totalmente externa; a minha alma foi buscar.
Proteção!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Copo.
A despedida,
nossos tão corpos são
tão cheios copos, não?
Ô, não esvazia o meu na ida, pois
não saberia eu que um dia
imporia ao teu sorriso brando
olhos-copos transbordando.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Carta.
Aracaju,
Ainda falta pouco mais de mês
— Um mês! —
Preu te deixar de vez
E não houve outro jeito
a não ser soterrar
esse buraco no meu peito:
Vou reaprender a chorar
(não seria justo regar com meu pranto
o solo de outro canto).
Os dias são trinta e nove
e o tempo agora não se move!
Olho arde, irritado:
Não é justo ficar piscando
quando o tempo tiver passado.
Ainda falta pouco mais de mês
— Um mês! —
Preu te deixar de vez
E não houve outro jeito
a não ser soterrar
esse buraco no meu peito:
Vou reaprender a chorar
(não seria justo regar com meu pranto
o solo de outro canto).
Os dias são trinta e nove
e o tempo agora não se move!
Olho arde, irritado:
Não é justo ficar piscando
quando o tempo tiver passado.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Sobre não guardar rancor.
raiva passageira
é pingo
evaporado
no mar
de rancor guardado
que não mais deságua
nas águas
lamurientas,
chantagistas,
tão gentis
e egoístas
da minha alma.
(Dedicado a Yves Deluc, num momento de raiva. Vai passar, cara.)
nas águas
lamurientas,
chantagistas,
tão gentis
e egoístas
da minha alma.
(Dedicado a Yves Deluc, num momento de raiva. Vai passar, cara.)
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Viço.
mordaça firme
chacina garantida
se a voz é maculada
até raiva é reprimida
pernas de vidro?
olhos de isopor?
que a minha garganta seja filtro
regurgite toda a dor
tô plantado no mundo
eu sou filho do horizonte
meu amor é vagabundo;
mora embaixo da ponte
o amanhã que almejo?
utopia, invenção
mas não escondo mais meus beijos
dos seus olhos de opressão
nessa vida emparedada
quatro cantos: não há paz
é da relva da calçada
que as estrelas brilham mais
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