acho que consigo entender quando
há algo sendo tirado de mim
para o meu bem;
há coincidências que são, na verdade,
certeiras
afiadas o bastante
para o cortar o caminho
em direção à coisa magnética
que te puxa
para o olho da armadilha
há, no entanto,
bonitas armadilhas
que enquanto não te matam
te enchem de ocitocina
o frio da barriga do perigo
antes de fechar as lanças
sobre o seu corpo em êxtase
toda vez que me apaixono
eu me sinto uma ratinha