meus pensamentos ficam
ecoando
chama o meu nome
repetidamente
repentinamente
por favor me tire daqui
alguém diz bom dia
abro um sorriso e retribuo
que horas são agora?
só se passaram três horas
ainda falta muito
e eu não tenho tempo
para esperar
por mim
vou te levar até a porta
pra você voltar mais vezes
quando você descer
me faz um favor por favor
pega o lixo que deixaram lá na porta
e traz aqui pra dentro
onde é o lugar dele
sexta-feira, 30 de junho de 2017
domingo, 25 de junho de 2017
quarta-feira, 14 de junho de 2017
À queima-roupa.
de todas as partes do corpo
escolhi morar dentro lá no fundo
da minha cabeça
as janelas muito bem trancadas
sempre enterrado pelos pensamentos
nunca me mudei
no seu corpo eu tenho quase certeza
que você mora na ponta dos dedos:
sinto que apesar das barreiras todas
a pele o crânio os muros as trancas
você sempre consegue entrar
quando me faz um cafuné
domingo, 11 de junho de 2017
Sorte.
no fundo do poço
eu e todas as moedas
que arremessei
eu e todas as moedas
que arremessei
o lugar não parece propício
para ficar, de repente,
tão rico
para ficar, de repente,
tão rico
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Desvantagem.
quando deus
resolveu pôr letra maiúscula
na sua inicial
esqueceu-se que deus é a sua profissão
e não o seu nome
resolveu pôr letra maiúscula
na sua inicial
esqueceu-se que deus é a sua profissão
e não o seu nome
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Zero trinta e um.
pra você
os meus braços sempre
estão abertos
assim como as feridas
já não tenho cascas
as paredes demolidas
a r r a n c a d a s
com toda a delicadeza
entre o polegar e o indicador
e a estranheza
de não sentir mais dor
ao te ver chegar
os meus braços sempre
estão abertos
assim como as feridas
já não tenho cascas
as paredes demolidas
a r r a n c a d a s
com toda a delicadeza
entre o polegar e o indicador
e a estranheza
de não sentir mais dor
ao te ver chegar
terça-feira, 30 de maio de 2017
Depois de mim.
te vejo roer as unhas
duvidar
dizer alto não sou poeta
não sou nada além
não sou artista também
não sou nada além
de mim
te vejo assim
pelos cantos
desviando os olhares
desviando dos olhares
te vejo aos prantos
tentar e não conseguir
de novo
só te vejo sorrir quando só
no fim do dia
te vejo falar consigo
te vejo falar não consigo
e apesar de querer
não te sigo
quando a insegurança chega
você some de vista
escreve na cara
não sou artista
não sou poeta
nunca faço a coisa certa
amanhece
te sigo
mas nunca consigo
de dia
dizer que nos seus olhos
eu só vejo
poesia
poesia
poesia
poesia
ao invés disso
esquece
duvidar
dizer alto não sou poeta
não sou nada além
não sou artista também
não sou nada além
de mim
te vejo assim
pelos cantos
desviando os olhares
desviando dos olhares
te vejo aos prantos
tentar e não conseguir
de novo
só te vejo sorrir quando só
no fim do dia
te vejo falar consigo
te vejo falar não consigo
e apesar de querer
não te sigo
quando a insegurança chega
você some de vista
escreve na cara
não sou artista
não sou poeta
nunca faço a coisa certa
amanhece
te sigo
mas nunca consigo
de dia
dizer que nos seus olhos
eu só vejo
poesia
poesia
poesia
poesia
ao invés disso
esquece
Assinar:
Postagens (Atom)